24.1.15

POR ONDE ANDA ESSE SERIADO DE TV?


Reza a lenda que Steven Spielberg empregou alguns ex animadores, descontentes, da Disney quando a Amblin e a Warner tocaram para frente o ambicioso plano de lançar uma nova versão dos Looney Tunes. Seja como for, o seriado TINY TOON, criado por Tom Ruegger, marcou época com seu estilo de animação (a mesma equipe já havia feito o seriado ''O pequeno Scooby-doo'' dois anos antes, mas a série só durou 20 episódios). Nenhum outro seriado animado não-Disney era tão animado. A Disney e a Hanna-Barbera já haviam rejuvenescido alguns de seus personagens. Mas a Warner fez algo diferente. 

Com medo de ser despedido, um desenhista sob pressão cria o coelho Perninha. Em seguida, ele cria a coelha Lilica (eles não são parentes), depois vem uma floresta e alguns amigos, versões mais jovens dos Looney Tunes. Acidentalmente, alguns vilões são soltos no cenário e a coisa vira uma bagunça. Para pôr ordem na casa, é criada a looniversidade Acme, onde os Looney Tunes aparecem como professores, ensinando as regras dos desenhos animados. Quer dizer, TINY TOON era um seriado animado que tinha um episódio de origem, isso era algo raro (de cabeça, só me lembro agora dos Thundercats).

A dublagem brasileira era incrível, só tinha feras. E os dubladores dos Looney Tunes foram trazidos de volta.
A animação era soberba para a época e os episódios eram muito divertidos (lembra do Plucky usando a descarga? ''a chave do carro desceu pelo buraaaaco''), e a série ainda fazia sátiras de filmes. Tinha ''Crepúsculo dos deuses'' (com a Felícia), ''Cidadão Kane'' (com o Valentino), ''Indiana Jones'' (com o Perninha), ''A felicidade não se compra'' e muitos outros. Meu episódio favorito com a Lilica era uma sátira de ''Campo dos sonhos'', uma voz misteriosa dizia para ela construir um cinema para exibir filmes clássicos da Warner, estrelados por uma personagem feminina que foi esquecida.
O seriado ganhou um spin-of em 1992, estrelado pelo Plucky, mas durou apenas 13 episódios. A série teve 3 temporadas com 94 episódios no total, alguns poucos episódios foram lançados em vhs por aqui, mas um box de dvds, com a série completa, é pedir demais.


FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: idem
ANO: 1990-1995
TEMPORADAS: 3
EPISÓDIOS: 94
DURAÇÃO: 22 min

ENTÃO TÁ, PAIZÃO

CHP CLASSIC


Em algum momento, isso vai parecer familiar pra você. O LADRÃO DE BAGDÁ (1940, não confunda, existem vários outros filmes com esse mesmo título) conta a história de um jovem rei chamado Ahmad. Ele não aguenta mais ver execuções públicas, ele quer saber por que o povo anda tão infeliz. Seu grão-vizir Jaffar lhe dá uma ideia, Ahmad vai usar roupas simples e vai caminhar no meio do povo. Jaffar aproveita a oportunidade para tomar o poder, prendendo um ''louco'' que diz ser o rei. No calabouço, Ahmad conhece o ladrãozinho Abu. O garoto ajuda Ahmad a fugir e juntos eles partem para outra cidade. Lá, Ahmed se apaixona pela filha do sultão, um velho que adora brinquedos mecânicos. Mas Jaffar pinta no pedaço, ele quer se casar com a filha do sultão.
O filme tem muitas reviravoltas, Ahmad e Abu são amaldiçoados por Jaffar, que tem poderes mágicos, a princesa foge do palácio para não se casar, os rapazes se separam no mar e Abu encontra um gênio gigantesco que estava preso numa garrafa. São várias aventuras, mas todas estão conectadas, é um conto das mil e uma noites, não tem um momento certo para acabar. Perto do final surge o tapete mágico, usando o mesmo efeito especial do filme ''O ladrão de Bagdá'', de 1924, com algumas modernizações. 
A versão em dvd está incrível, o filme é de 1940 mas a gente enxerga muitos detalhes, nos cenários, nas roupas e nos atores, uma ótima resolução. Por outro lado, o formato digital também entrega os efeitos especiais (ganhadores do Oscar), dá pra ver vários fios de sustentação, e os efeitos de composição ganharam um baita destaque, ficam azuis e transparentes em alguns momentos. Mas vá lá, o filme conta uma história legal.












FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: the thief of Bagdad
ANO: 1940
PAÍS: reino unido
DURAÇÃO: 106 min
DIRETORES: Ludwig Berger, Michael Powell, Tim Whelan, Alexander Korda, Zoltan Korda e William Cameron Menzies.
ELENCO: Conrad Veidt, Sabu, June Duprez e John Justin.
PRÊMIOS: vencedor de 3 Oscars (fotografia em cores, direção de arte em cores, efeitos especiais).

23.1.15

APPS DE PEGAÇÃO NA VIDA REAL

FUCK YEAH! DANIEL CRAIG


''Love is the devil'' (1998)

FUCK YEAH! FLASHBACK







em cartaz - FOXCATCHER: UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO


Desde o primeiro minuto, percebi que o ritmo do filme não tava legal, e ele tem 129 minutos, caramba. Steve Carell (com uma merecida indicação ao Oscar) fala sem pressa, a trilha musical custa a dar as caras no filme, ele é silencioso demais. Se você estiver com o sono atrasado, tá ferrado. A sensação cronológica do filme é de 3 horas. É melhor ver em casa mesmo. Mas o filme não enrola, ele tem história para contar, só não tem pressa. E por falar em história, se você nunca ouviu falar do ocorrido, ou nunca passou os olhos pela wiki, vai tomar um susto no final, vi isso acontecer com algumas pessoas no cinema hoje.


- Tragam uma roupa, ele está com frio.


Channing Tatum (cena com bumbum de fora) e Mark Ruffalo (também indicado ao Oscar) são dois irmãos que praticam luta livre olímpica. Ambos já conseguiram medalha de ouro. Mark agora cuida da família e Tatum está meio paradão. Nesse momento pinta o Steve Carell, um ricaço mimado que está sempre tentando agradar a mãe, bem no estilo Norman Bates. Ele resolve investir no Tatum, quer levar o rapaz até as olimpíadas de Seul (1988). Essa era a chance que Tatum esperava, ele vai sair da sombra do irmão famoso. Ele faz as malas e se muda para a mansão du Pont. Aos poucos, o filme vai deixando o Tatum de lado e começa a investir no Steve Carell. Ele tem sérios problemas, está ficando cada vez mais estranho e maluco (e perigoso). Existe uma teoria que diz que o personagem de Carell é um homocara enrustido, ele tá apaixonado pelo Tatum. Ele não está treinando caras fortões em sua casa porque quer dar ao país algumas medalhas de ouro, ele diz que é patriota, mas isso pode ser apenas uma desculpa. O filme não dá respostas, mas essa teoria explicaria o final chocante.












FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: foxcatcher
ANO: 2014
PAÍS: eua
DURAÇÃO: 129 min
DIRETOR: Bennett Miller (Capote, O homem que mudou o jogo)
ELENCO: Steve Carell, Mark Ruffalo e Channing Tatum
ESTREIA BR: dia 22 de janeiro de 2015
PRÊMIOS: indicado para 5 Oscars (ator (Carell), ator coadjuvante (Ruffalo), diretor, roteiro original, maquiagem).

22.1.15

em cartaz - MINÚSCULOS: O FILME


Imaginei que iria gostar desse filme quando vi o trailer. A última animação muda que vi também veio da França, é um jeito bem legal de se contar uma história. Os insetos falam numa língua que a gente não entende, mas é fácil entender a trama, é tudo uma questão de linguagem corporal. A joaninha, protagonista do filme, não tem feições, apenas olhos grandes, e isso é o suficiente. Os cenários são reais e os animais são digitais, a animação é bem realista. E você tem que evitar sessões com várias crianças dentro da sala, o filme não tem diálogos, as crianças se cansam e começam a falar e a brincar durante o filme. O clima fica meio sombrio em alguns momentos, não é um filme para crianças pequenas, pais desavisados estarão lá e a sua sessão vai ser um saco.


- Isso é que é uma vida de inseto.


Na trama, uma jovem joaninha se perde de sua família e encontra um picnic que foi abandonado às pressas por dois humanos (a bolsa da mulher grávida estourou). Enquanto outros insetos fazem um arrastão no local, a joaninha (que perdeu uma asa quando encontrou uma gangue de moscas ''motoqueiras'') encontra uma caixa com cubos de açúcar. A caixa é descoberta por formigas pretas, e a joaninha salva todas elas de um lagarto se tornando membro honorário do formigueiro. Agora, a turma precisa levar esse tesouro para casa. Eles cruzam o caminho de um pelotão de formigas vermelhas mal encaradas, e começam a ser seguidos por elas. As formigas vermelhas formam um super exército e partem na direção do formigueiro das formigas pretas. Aí começa uma guerra do tipo ''senhor dos anéis'', ambos os lados usam coisas que foram roubadas dos humanos, de elásticos à fogos de artifício. É claro que, nesse momento, o filme deixa de parecer um documentário e surge a fantasia. A joaninha percebe que apenas ela pode dar um fim a essa guerra. O filme é de 2013, já foi lançado em dvd e em blu. Se quer evitar os pimpolhos dentro do cinema, procure pelo dvd importado. Você não vai ter problema algum com o áudio.












FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: minuscule, la vallée des fourmis perdues
ANO: 2013
PAÍSES: frança, bélgica
DURAÇÃO: 89 min
DIRETORES: Hélène Giraud e Thomas Szabo
ESTREIA BR:  22 de janeiro de 2015
VEJA TAMBÉM: a guerra do fogo (1981)

A BANANA E O PEPINO


Dois seriados gays vão estrear amanhã, na tv britânica, ambos foram criados por Russell T. Davis (o criador de ''queer as folk'', a série original). Em ''Cucumber'', Henry, um homocara de 46 anos, se vê obrigado a morar com três rapazes (um HT e dois gays) após ter se separado de seu namorado de longa data. Em ''Banana'', há um elenco mais jovem. A série é protagonizada por dois garotos que também aparecem em Cucumber, mas como coadjuvantes. Se você não é muito fã do humor britânico (às vezes é fogo), espere por algum remake norte americano...

FUCK YEAH! TRIO

 Charlie Carver entre James Franco e Zachary Quinto

''I am Michael'' ainda não tem uma data para estrear no Brasil