PARA SEMPRE CINDERELA (1998) ainda é a minha versão favorita, em live action, do conto. Amo a Drew nesse filme, a Anjelica Huston é uma vilã incrível, e, com os dois pés na realidade, apesar de não ter magia no filme, Leonardo Da Vinci foi uma fada madrinha melhor que a Helena Bonham Carter (2015).
Ambientado nos dias atuais, Alex Pettyfer é amaldiçoado em A FERA (2011) e terá um ano para encontrar o amor e quebrar o feitiço. O maior problema do filme é o visual grotesco do rapaz. Faltou imaginação? Faltou verba pra maquiagem? Que merda foi essa?
Mais uma Cinderela, desta vez nos tempos da Internet. Hilary Duff é A NOVA CINDERELA (2004), numa época em que Chad Michael Murray ainda era uma grande promessa em róliúdi. O que aconteceu? Escolhas ruins? Um péssimo agente?
A história perfeita nas mãos do diretor perfeito. Adoro A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA (1999) do Tim Burton. Ele deu uma esticadinha no conto, vemos o passado sombrio da mãe de Ichabod e uma conclusão na história. Mesmo com um final em aberto, a animação da Disney continua insuperável, o estúdio reaproveitou muita coisa do curta de 1949 em "A bela e a fera" (1991).
Existem dezenas de adaptações de ALICE. Esse filme aqui foi feito para a tv. Vale uma espiada porque ALICE ATRAVÉS DO ESPELHO (1998) adaptou o segundo livro, caprichou na produção, e Kate Beckinsale é a personagem principal.
Adiado para não encarar o (terceiro) live action da Disney, o MOGLI de Andy Serkis estreou em 2018. Sim, a Disney adaptou Mogli três vezes, o filme de 2016, de Jon Favreau, foi uma cópia da animação de 1967. Serkis resolveu trazer coisas novas, ignorando até o livro. E nos deu um filme muito sombrio e de difícil digestão. A morte do lobo albino acabou com o meu dia, nunca mais vejo esse filme.
Por quê perder o seu tempo com a MULAN de 2020? O filme foi condenado à morte antes da estreia, quando confirmaram a ausência do Mushu. Mas olha só, existe outra Mulan, de 2009, que é bem fiel ao conto. Um filme produzido pela própria China, não tem dragãozinho (cintando Lisa Simpson: eles colocam um animal falante e já se acham donos do conto), mas temos cenas incríveis de guerra, com centenas de figurantes e muita ação. É um filme sério que também chega a ser tocante.
Nos anos 1990, vários estúdios tentaram copiar a renascença da Disney para um lucro rápido e garantido. Tinha gente que refilmava contos que o Mickey havia acabado de lançar no cinema, e tinha gente que corria atrás de contos que a grande D ainda não adaptou. Esse foi o caso de A PRINCESA ENCANTADA (1994), baseado no balé "O lago dos cisnes". Foi uma novidade, foi bem recebida, e marcou a infância de muita gente.
No mesmo ano, 1994, Don Bluth lançou a adaptação de outro conto que a Disney tava ignorando, A POLEGARZINHA. É um conto muito maluco, acho que a Disney daquela década teria que fazer muitas alterações para o conto fazer sentido para o público em geral. Mas Bluth não quis saber disso e abraçou todas as esquisitices. Essa personagem ganhou outra animação, menos famosa, em 1992.
Fechando a década, Don Bluth lançou em 1997 uma adaptação da história da princesa russa ANASTASIA. Um lançamento que chegou a preocupar o estúdio do Mickey. Don não gostou muito da história original, colocou um vilão morto vivo na trama e dispensou todo o clima político, ninguém precisa saber dos podres da família Romanov. Descobertas históricas na década seguinte resolveram o mistério da princesa desaparecida, então, acho que não teremos mais adaptações (da lenda) para o cinema.
Ironicamente, a Disney é dona agora de dois filmes desta lista.