Oito indicações no Oscar 2026, incluindo Melhor filme, direção e atriz (a atuação de Jessie Buckley faz o ingresso valer a pena). O filme tem cheiro de Oscar e um ritmo teatral, duas horas passam a sensação de três, e como as coisas acontecem bem devagar, não leia nenhuma sinopse antes do filme. Eu li uma, depois de ver o filme, e, em apenas três linhas, toda a trama foi revelada.
Numa zona rural, da Inglaterra do século XVI, um professor de latim (Paul Mescal) conhece uma moça bem diferente (Buckley) e os dois se apaixonam e se casam. O nome do rapaz nunca é dito, só no final, mas qualquer pessoa mata a charada em poucos minutos. Ele passa muito tempo em Londres, escrevendo peças, e vez ou outra visita a esposa e os filhos no campo. É fácil escrever a respeito desta celebridade porque conhecemos bem pouco o seu passado. Já vi muitos filmes como HAMNET, não é uma receita original. Só que desta vez, o protagonismo da história foi dado para outra pessoa.
No final, durante a apresentação de uma peça, eu pensei, esse filme pegou o caminho errado, onde essa trama quer parar? Mas aí, no desfecho da peça, eu chegay a chorar. Porém, ainda acho que foi um rumo meio insensível. Porque, até um certo nível, o filme deixou de lado o ponto de vista do escritor, o seu modo de lidar com o sofrimento surge de repente e foi uma surpresa para todos. Aquilo poderia ter dado a maior merda (no mau sentido do teatro). Mas foi sim um ótimo filme.
FICHA TÉCNICA
TÍTULO ORIGINAL: Hamnet
ANO: 2025
PAÍSES: eua, Reino Unido
DURAÇÃO: 2h 5min
DIREÇÃO: Chloé Zhao (Nomadland, Eternos)
ELENCO: Jessie Buckley, Emily Watson e Paul Mescal
ESTREIA BR: 15 de janeiro de 2026