4.9.26

🍆 YOAV, LIDE COM ISSO



 

🔟 VEZES EM QUE O CINEMA PROVOU QUE A DISNEY NÃO É A DONA DOS CONTOS


FLORESTA NEGRA: UM CONTO DE TERROR é de 1997. Temos Sigourney Weaver como a rainha má. Só que esse filme mantém heróis e vilões sempre numa zona cinzenta. Originalmente, não vemos a madrasta como uma pessoa verdadeiramente ruim, a própria Branca de Neve começa a história como uma menina insuportável. E ela acaba criando a vilã do filme após a rainha sofrer um aborto. A vilã no fim das contas só queria se vingar da pirralha, nada sobre querer ser a mais bela do mundo. E o ritual de bruxaria no clímax daria pesadelos nos irmãos Grimm.


Guillermo del Toro lançou esse stop motion espetacular de PINÓQUIO em 2022, enquanto a Disney preparava o live action de sua animação de 1940. Mesmo com Tom Hanks no filme, o resultado, lançado diretamente no D+, foi um desastre. A animação da Netflix, por outro lado, se aproximou bastante do clima sombrio do conto original e colocou o personagem na Itália fascista da década de 1930. O filme ganhou o merecido Oscar de Melhor animação derrotando a Pixar e a Dreamworks. 

 

O CASTELO ANIMADO de 2004 é como se fosse uma versão de "A bela e a fera". O que não faltam por aqui são personagens amaldiçoados, e além do romance vemos uma guerra iminente entre dois reinos. Alguns anos depois, o estúdio Ghibli lançou PONYO, levemente baseado na Pequena Sereia.


Esse papo de um romance entre John Smith e Pocahontas é uma ficção que surgiu no século XIX, não existem registros históricos sobre esse namoro. Em 1607, ela deveria ter entre 9 e 11 anos, e ele tinha 27. Então tá, O NOVO MUNDO, de 2005, ainda aposta num romance entre os dois. Colin Farrell é um John Smith bem apagado, mas Q'orianka Kilcher tá ótima no filme. 



Agora pulamos para a França. Essa versão de "A bela e a fera" é de 2014 e é voltada para o público jovem. Capricharam no visual do filme, mas não temos objetos falantes, isso é Disney. Belle é interpretada por Léa Seydoux de "Azul é a cor mais quente", em Hollywood ela já fez um "Missão Impossível", um James Bond e esteve no segundo "Duna".


Pela primeira vez na história, PETER PAN foi interpretado por um menino. Outro filme onde o departamento de arte fez loucuras e chegou ao ponto de estourar o orçamento da produção. E isso foi muito ruim porque esse filme de 2003 estreou perto do terceiro "Senhor dos Anéis", o que acabou fazendo dele um dos maiores fracassos de bilheteria da história. E não é um filme ruim (como "Pan" de 2015), é só um filme azarado. 



Uma divertida ideia, o caçador sem nome é o herói da história. Numa versão que não precisa de um príncipe. BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR (2012) é como se fosse um universo alternativo. O papel de Branca de Neve caiu como uma luva em Kristen Stewart já que a personagem é só um detalhe no filme, quem rouba a cena é Charlize Theron no papel da rainha má.
 

Filme sombrio e surrealista da extinta Checoslováquia de 1988, obscuro, mas tem dvd br na minha coleção. Basicamente, vemos em ALICE uma menina andando pelos escombros de uma casa, talvez seja perigoso, mas isso deixa o filme barato. Esse é o seu "País das Maravilhas". Ela contracena com objetos e animais empalhados animados por stop motion. Logo, o resultado é perturbador. 



Eu não queria deixar de fora um dos "piores filmes de Steven Spielberg mas com boas intenções". HOOK (1991) tinha dinheiro para queimar, um navio pirata foi construído em tamanho real. Dustin Hoffman rouba o filme como capitão Gancho e... é só isso. Caramba, na época Steven trabalhava tão bem com crianças, poderia ter apenas adaptado a história original, nada de Peter Pan adulto, Robin Williams ficou ridículo, Julia Roberts nem se fala. 



A última Branca de Neve da lista também é de 2012. ESPELHO, ESPELHO MEU tinha Lily Collins como Branca, mas dava muito mais espaço para a rainha interpretada por Julia Roberts. Era bizarro, não bastava conversar com o espelho mágico, a moça entrava numa outra dimensão tipo universo de bolso. Ela também arrastava uma asa para o príncipe (Armie Hammer sem camisa? Primeira vez aqui). O filme conseguiu uma indicação ao Oscar pelo figurino.

🍑 ESTAMOS DE VOLTA






 

🏛 MITOLOGIA GREGA NO CINEMA (parte 9)


FÚRIA DE TITÃS, de 1981, começa seguindo o conto de Perseu de uma maneira bastante fiel. Só que mais tarde a coisa vira uma bagunça. O filme criou um vilão chamado Calibos. Filho de Tétis (Maggie Smith), ele foi transformado num monstro por Zeus (Laurence Olivier), e Perseu terá que enfrentá-lo para poder se casar com a princesa Andrômeda. Os deuses ajudam Perseu o tempo todo, lhe dando armas mágicas, enviam até uma coruja mecânica que vai guiá-lo até as Gréias, e mais tarde até a Medusa. Apenas a cabeça decepada da Medusa pode salvar a princesa das garras do monstro Kraken. 
Outro filme que vale a pena pelas criaturas em stop motion de Ray Harryhausen, principalmente a Medusa e o Kraken.
Em 2010 surgiu um remake com Sam Worthington, um Perseu que não gosta dos deuses. Liam Neeson é Zeus e Ralph Fiennes é Hades, o grande vilão do filme. Nada de togas nesse remake, os deuses usam armaduras bem ridículas, o diretor admitiu que é fã dos Cavaleiros do Zodíaco. 
Dois anos depois, pintou uma continuação, com muito mais efeitos só que com uma história bem fraquinha apesar de ser original. Ares e Hades prenderam Zeus e libertaram os Titãs, Perseu terá que salvar todo mundo. Essa continuação foi um fracasso de bilheteria, apesar de ter sido convertida para o 3D na pós produção, e fez o estúdio abandonar os planos de um terceiro filme. 

📺 (Disney+) THE ORVILLE 1ª temporada


Estou muito feliz por ter dado uma segunda chance pra essa série de 2017, o episódio piloto não foi uma boa apresentação e você não pode se jogar no seriado achando que vai ver uma paródia de Star Trek. A comédia fica apenas na cobertura, às vezes tem uma piada aqui e ali, na maior parte do tempo o seriado traz temas pesados, um pouco de violência, e nem sempre temos desfechos felizes, leva um tempo para se acostumar e entender o clima dessa série. 
Tirando algumas histórias (principalmente aquelas que envolvem sexualidade) e os efeitos especiais atuais, acompanhar THE ORVILLE é como ver um Star Trek nos anos 90, tem até a tela preta que chama os intervalos comerciais. Foi pura nostalgia pra mim. E as histórias que envolvem ficção científica avançada... caraio! A série é praticamente uma carta de amor ao universo criado por Gene Roddenberry, mesmo quando Seth MacFarlane usa piadas recicladas de "Family Guy". 

Logo no início da temporada, o tenente Bortus bota um ovo e ele e seu marido se tornam pais de uma menina. Em sua cultura não existe lugar para fêmeas e a bebê precisa passar por um procedimento médico para se tornar um menino. No meio do episódio Bortus percebe que isso é errado e tenta defender sua bebê num tribunal. 
A tripulação da Orville encontra uma bio nave onde os habitantes não sabem que estão à deriva no espaço. Eles resgatam a Charlize Theron e descobrem algo chocante sobre ela. Na primeira aparição dos temíveis Krills, não há espaço para piadas naquele desfecho. A doutora Finn vai parar numa lua selvagem e precisa lutar para sobreviver e encontrar seus filhos. Foi legal ver o Rob Lowe e o Robert Picardo em participações especiais. No final da temporada a nave entra num universo em 2D e o capitão Mercer (MacFarlane) fala sobre um livro que eu conheci, na série "Cosmos" de Carl Sagan, quando era criança (rapaz, Seth MacFarlane, roteirista do episódio, é tão nerd quanto eu). 
E ainda vemos Kelly (Adrianne Palicki, a Mulher Maravilha do seriado de 2011 que nunca estreou) se tornando uma deusa para uma civilização primitiva, cujo planeta passa sete séculos em outro universo a cada 11 dias do nosso. Foi um episódio melhor que o outro. E a série também explicou como a sociedade do futuro funciona sem dinheiro, nunca vi essa explicação na franquia de Star Trek. Também não temos teletransporte aqui, esse era um recurso para economizar dinheiro na série clássica que depois virou um problema nos spin-offs. 
Então tá, THE ORVILLE não é um Star Trek oficial mas já entrou para o meu top 5 trekker com "A série clássica", "A nova geração", "Voyager" e "Lower decks". Sinto muito fãs de "Enterprise", "Discovery" e "Strange new worlds", eu tentei gostar mas não deu.



 

📀 (chp collection) JURASSIC PARK/WORLD


Começando pelo filme original em vhs. O melhor presente de aniversário que já ganhei. Essa é a famosa caixa fóssil, quase uma lenda urbana na época das vídeo locadoras.



E o vhs, cor de âmbar, ainda está em ótimo estado.



A primeira edição de JP em dvd é meio decepcionante. Um poster bem simplório e o som não é DTS, e esse foi o filme que inaugurou o sistema DTS em 1993. Mas não se pode reclamar dos extras, que passam de 60 minutos, com making of, um passeio pelas locações e até uma enciclopédia dos dinos. Por algum motivo também temos o trailer de JP2 e JP3 no disco. A versão em 4cá traz uma quantidade absurda de extras, alguns making ofs da época e outros mais recentes.



Primeira edição em dvd de JP2 e JP3. Seguindo o formato do dvd de JP, porque os dois foram lançados juntos, o dvd do segundo filme também traz mais de 60 minutos de extras. Mas só o making of tem 53 minutos. Há sete minutos de cenas deletadas, ilustrações, storyboards, brinquedos, fotografias e um pouco sobre a participação da IL&M nos efeitos. 
O dvd de JP3 traz muitas coisas legais sobre os bastidores do filme. Making of, os novos dinossauros, o estúdio da IL&M e o estúdio de Stan Winston, e coisas de dvd-rom que eu nunca conferi. 



Uma versão light da trilogia em blu-ray, a caixa é bonita e todos os extras somados passam de duas horas. Finalmente temos o som DTS, nos três filmes. Esse foi um jeito barato de conseguir a trilogia em agá dê porque...



... nessa mesma época lançaram um box da trilogia em agá dê numa caixa com uma estatueta do T-Rex destruindo o portão do primeiro filme. Me lembro que custava 550 reais, era impossível pra mim. 



Comemorando 25 anos do primeiro filme, esse steelbook lindão veio com 4 discos.

 

E pra mim são todos discos repetidos. Versões em blu-ray de JP1, JP2, JP3 e JW que eu já tinha na coleção. 



E olha ele aqui, o blu de JW. Os extras são legais, Chris Pratt, amigão do diretor, está em todo canto, mostrando os bastidores. O blu de "Reino Ameaçado" traz separadamente o making of de algumas sequências, como o leilão de dinos e a luta no telhado, além de mostrar o retorno de Ian Malcolm, que foi decepcionante no filme. Mais uma vez Chris Pratt nos mostra os bastidores da produção, agora ao lado de Bryce Dallas Howard.



O blu de "Domínio" traz o curta "Battle at Big Rock", um making of com mais de 45 minutos e um especial sobre os efeitos especiais. O steelbook de "Recomeço" tem making of, abertura alternativa, cenas deletadas, erros de gravação e um especial sobre a criação dos efeitos sonoros na Skywalker Sound.



E, finalmente, os livros. O primeiro é incrível, já li várias vezes. O segundo é meio chato, só gostei da aventura, Ian Malcolm colocando a culpa nos príons foi de doer. Na segunda capa do primeiro livro é dito que Steven Spielberg está transformando essa história num filme naquele exato momento! 

🍌 FUCK YEAH, FLASHBACK

JOHN CENA



DESCOMPENSADA (2015)

 

📺 (HboMax) STUART NÃO CONSEGUE SALVAR O UNIVERSO ep 07


Não sei o que aconteceu com a série nesta semana. Foi um verdadeiro caos, rolou muita coisa, sem explicações, e o episódio teve apenas 15 minutos de duração. Os personagens estão num universo onde todo mundo é telepata, eles tentam esconder seus pensamentos enquanto invadem a Caltech atrás de algo que pode ajudar a controlar os saltos do dispositivo. Mas eles encontram rostos conhecidos lá dentro e aí começa uma perseguição através do multiverso. No final, mais insanidade. Acho que a série nunca vai se aprofundar nas explicações, não tem mais um jeito coeso de fazer isso, mas qual é a desculpa para um episódio de 15 minutos?



 

2.9.26

🍌 FUCK YEAH, DOMINIC WEST

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

💿 (4K UltraHD) JURASSIC WORLD RECOMEÇO


Gastar centenas de reais com o steelbook de "Wonka" e também com o steelbook de "Superman"? Olha, valeu a pena, elas estão entre as latas mais bonitas da coleção e os filmes são legais. Mas... gastar centenas de reais com o último JW... bem... a) Eu preciso completar a coleção, embora não seja obrigado e b) Eu achei o steelbook muito bonito. Desde o lançamento, eu só encontrava cópias entre 500 e 700 reais, me recuso a pagar caro por esse filme, e nesta semana apareceu a edição limitada do steelbook por 460 na minha frente, achei melhor do que nada. Na verdade, eu me contentaria apenas com a lata, não faria questão do filme dentro. 



Eu amei esse poster!!! O logo de JP no cantinho está em relevo. Exageraram na quantidade de cola no encarte que envolve a lata, mas tudo bem, eu abro, vejo os extras e tchau, não sei se vou querer rever o filme tão cedo. 



Esse foi definitivamente o pior JW e também o pior dos JURASSICs, até JP3 consegue ser melhor que ele. Quando a embalagem de chocolate travou a porta do laboratório... a gente deveria ter visto isso como um prenúncio de que nada daria certo nesse filme. Jonathan Bailey é o pior paleontólogo do mundo, o roteiro só colocou bobagens na boca dele. O filme tentou bancar o diferentão com animais mutantes e o dino cabeçudo só apareceu no final por muito pouco tempo. Vimos um t-rex que se levanta e se esconde silenciosamente em dois segundos e depois não consegue furar um bote inflável.



Também teve a subtrama com a família de férias que não serviu para nada, bem, a menina arrumou um pet pro filme poder vender brinquedos (a classificação do filme é de 12 anos 🙄). E não adianta tocar o tema do John Williams apelando para a nostalgia, o filme não emociona ninguém. Valeu a pena pela ação, já os animais decepcionam. E o filme acabou fazendo muito dinheiro, quase 1 bilhão, apressando a produção de um novo capítulo (que acabou de perder o diretor). 
Além do making of temos cenas deletadas e uma abertura alternativa que não é grande coisa, o segundo disco é um blu-ray de região livre.

O FILME x7
OS EXTRAS x8
A EMBALAGEM x10
 

🍆 CHRIS MELONI, LIDE COM ISSO



💿 (dvd) DIAS QUE ABALARAM O MUNDO 2


Segunda coleção dessa série de documentários da BBC. São quatro discos desta vez e, nenhuma caixinha 😐, com 10 capítulos que trazem um ou dois acontecimentos marcantes por vez. Nada de encartes ou extras também, é um lançamento bem enxuto, mas e os temas?
Aqui temos uma leva de episódios da segunda e da terceira temporada, algumas coisas ficaram de fora. O ataque a Pearl Harbor é um capítulo único. No segundo filme temos duas histórias da guerra fria e no terceiro a descoberta do iguanodon e do homem de Piltdown.
Temos o assassinato de Lincoln, o assalto ao trem pagador, o desastre do Hindenburg e a explosão da Challenger, a primeira guerra mundial, a morte de Ana Bolena, o julgamento de Galileu e a história de Gagarin, o primeiro homem no espaço. 
Quando passo por casos como "O atentado de Oklahoma", "O dia do Chacal" ou "O roubo das joias da Coroa", eu penso: por que só tem século XX por aqui? E a Queda da Bastilha (1789)? A queda de Constantinopla (1453)? Pompeia (79) ou Krakatoa (1883)? Seria muito caro para a BBC fazer dramatizações de "Dias que abalaram o mundo ANTIGO"?



 

✏️💬 (quadrinhos) STAR WARS OBSESSÃO


De uma época em que Star Wars era tudo mato. A gente tinha seis filmes e uma minissérie animada, desenhada a mão, no Cartoon Network. Foi nessa série que surgiu Asajj Ventress, Durge e o general Grievous. Em 2005 o Brasil ganhou HQs caprichadas do universo de Star Wars, o arco OBSESSÃO inaugurou a revista, dando continuidade para a minissérie, nas primeiras quatro edições.
A história se passa cinco meses antes do Episódio 3, porque na época tudo era cânone. Obi-Wan acredita que Ventress ainda está viva após o seu confronto com Anakin. O jovem Skywalker está de folga, mas Kenobi sabe aonde encontrá-lo: na cama da senadora de Naboo.
Entre uma batalha e outra contra os separatistas, a dupla enfrenta Durge e o general Grievous. Até que Obi-Wan finalmente encontra Ventress e tenta salvá-la acreditando que existe bondade nela. Como a moça não aparece no Episódio 3, a HQ resolveu lhe dar um desfecho, ela pegou uma nave e foi embora, pra longe...