FLORESTA NEGRA: UM CONTO DE TERROR é de 1997. Temos Sigourney Weaver como a rainha má. Só que esse filme mantém heróis e vilões sempre numa zona cinzenta. Originalmente, não vemos a madrasta como uma pessoa verdadeiramente ruim, a própria Branca de Neve começa a história como uma menina insuportável. E ela acaba criando a vilã do filme após a rainha sofrer um aborto. A vilã no fim das contas só queria se vingar da pirralha, nada sobre querer ser a mais bela do mundo. E o ritual de bruxaria no clímax daria pesadelos nos irmãos Grimm.

Guillermo del Toro lançou esse stop motion espetacular de PINÓQUIO em 2022, enquanto a Disney preparava o live action de sua animação de 1940. Mesmo com Tom Hanks no filme, o resultado, lançado diretamente no D+, foi um desastre. A animação da Netflix, por outro lado, se aproximou bastante do clima sombrio do conto original e colocou o personagem na Itália fascista da década de 1930. O filme ganhou o merecido Oscar de Melhor animação derrotando a Pixar e a Dreamworks.
O CASTELO ANIMADO de 2004 é como se fosse uma versão de "A bela e a fera". O que não faltam por aqui são personagens amaldiçoados, e além do romance vemos uma guerra iminente entre dois reinos. Alguns anos depois, o estúdio Ghibli lançou PONYO, levemente baseado na Pequena Sereia.
Esse papo de um romance entre John Smith e Pocahontas é uma ficção que surgiu no século XIX, não existem registros históricos sobre esse namoro. Em 1607, ela deveria ter entre 9 e 11 anos, e ele tinha 27. Então tá, O NOVO MUNDO, de 2005, ainda aposta num romance entre os dois. Colin Farrell é um John Smith bem apagado, mas Q'orianka Kilcher tá ótima no filme.
Agora pulamos para a França. Essa versão de "A bela e a fera" é de 2014 e é voltada para o público jovem. Capricharam no visual do filme, mas não temos objetos falantes, isso é Disney. Belle é interpretada por Léa Seydoux de "Azul é a cor mais quente", em Hollywood ela já fez um "Missão Impossível", um James Bond e esteve no segundo "Duna".
Pela primeira vez na história, PETER PAN foi interpretado por um menino. Outro filme onde o departamento de arte fez loucuras e chegou ao ponto de estourar o orçamento da produção. E isso foi muito ruim porque esse filme de 2003 estreou perto do terceiro "Senhor dos Anéis", o que acabou fazendo dele um dos maiores fracassos de bilheteria da história. E não é um filme ruim (como "Pan" de 2015), é só um filme azarado.
Uma divertida ideia, o caçador sem nome é o herói da história. Numa versão que não precisa de um príncipe. BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR (2012) é como se fosse um universo alternativo. O papel de Branca de Neve caiu como uma luva em Kristen Stewart já que a personagem é só um detalhe no filme, quem rouba a cena é Charlize Theron no papel da rainha má.
Filme sombrio e surrealista da extinta Checoslováquia de 1988, obscuro, mas tem dvd br na minha coleção. Basicamente, vemos em ALICE uma menina andando pelos escombros de uma casa, talvez seja perigoso, mas isso deixa o filme barato. Esse é o seu "País das Maravilhas". Ela contracena com objetos e animais empalhados animados por stop motion. Logo, o resultado é perturbador.
Eu não queria deixar de fora um dos "piores filmes de Steven Spielberg mas com boas intenções". HOOK (1991) tinha dinheiro para queimar, um navio pirata foi construído em tamanho real. Dustin Hoffman rouba o filme como capitão Gancho e... é só isso. Caramba, na época Steven trabalhava tão bem com crianças, poderia ter apenas adaptado a história original, nada de Peter Pan adulto, Robin Williams ficou ridículo, Julia Roberts nem se fala.
A última Branca de Neve da lista também é de 2012. ESPELHO, ESPELHO MEU tinha Lily Collins como Branca, mas dava muito mais espaço para a rainha interpretada por Julia Roberts. Era bizarro, não bastava conversar com o espelho mágico, a moça entrava numa outra dimensão tipo universo de bolso. Ela também arrastava uma asa para o príncipe (Armie Hammer sem camisa? Primeira vez aqui). O filme conseguiu uma indicação ao Oscar pelo figurino.
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