Estou muito feliz por ter dado uma segunda chance pra essa série de 2017, o episódio piloto não foi uma boa apresentação e você não pode se jogar no seriado achando que vai ver uma paródia de Star Trek. A comédia fica apenas na cobertura, às vezes tem uma piada aqui e ali, na maior parte do tempo o seriado traz temas pesados, um pouco de violência, e nem sempre temos desfechos felizes, leva um tempo para se acostumar e entender o clima dessa série.
Tirando algumas histórias (principalmente aquelas que envolvem sexualidade) e os efeitos especiais atuais, acompanhar THE ORVILLE é como ver um Star Trek nos anos 90, tem até a tela preta que chama os intervalos comerciais. Foi pura nostalgia pra mim. E as histórias que envolvem ficção científica avançada... caraio! A série é praticamente uma carta de amor ao universo criado por Gene Roddenberry, mesmo quando Seth MacFarlane usa piadas recicladas de "Family Guy".
Logo no início da temporada, o tenente Bortus bota um ovo e ele e seu marido se tornam pais de uma menina. Em sua cultura não existe lugar para fêmeas e a bebê precisa passar por um procedimento médico para se tornar um menino. No meio do episódio Bortus percebe que isso é errado e tenta defender sua bebê num tribunal.
A tripulação da Orville encontra uma bio nave onde os habitantes não sabem que estão à deriva no espaço. Eles resgatam a Charlize Theron e descobrem algo chocante sobre ela. Na primeira aparição dos temíveis Krills, não há espaço para piadas naquele desfecho. A doutora Finn vai parar numa lua selvagem e precisa lutar para sobreviver e encontrar seus filhos. Foi legal ver o Rob Lowe e o Robert Picardo em participações especiais. No final da temporada a nave entra num universo em 2D e o capitão Mercer (MacFarlane) fala sobre um livro que eu conheci, na série "Cosmos" de Carl Sagan, quando era criança (rapaz, Seth MacFarlane, roteirista do episódio, é tão nerd quanto eu).
E ainda vemos Kelly (Adrianne Palicki, a Mulher Maravilha do seriado de 2011 que nunca estreou) se tornando uma deusa para uma civilização primitiva, cujo planeta passa sete séculos em outro universo a cada 11 dias do nosso. Foi um episódio melhor que o outro. E a série também explicou como a sociedade do futuro funciona sem dinheiro, nunca vi essa explicação na franquia de Star Trek. Também não temos teletransporte aqui, esse era um recurso para economizar dinheiro na série clássica que depois virou um problema nos spin-offs.
Então tá, THE ORVILLE não é um Star Trek oficial mas já entrou para o meu top 5 trekker com "A série clássica", "A nova geração", "Voyager" e "Lower decks". Sinto muito fãs de "Enterprise", "Discovery" e "Strange new worlds", eu tentei gostar mas não deu.


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