Mais um disco daquela leva de 20 filmes aleatórios que eu comprei por 100 mangos. Esse tem os seus méritos se você conseguir enxergar além das péssimas atuações, da direção medíocre e da produção de fundo de quintal (eu tenho que dizer, não existe nenhuma ponte suspensa entre Campinas e São Paulo e aquele trem óbviamente é um Ferrorama).
É difícil dar um desconto para o Marcos Breda, ele é péssimo, não consegue dizer um único diálogo de maneira natural. Seu personagem sofreu um acidente e perdeu o movimento das pernas e braços. Os movimentos dos braços ele até recupera, mas ficará numa cadeira de rodas por todo o filme. Enquanto frequenta as sessões de fisioterapia, flashbacks mostram seu passado desde criança, com a mãe Eva Wilma e o pai que foi levado por agentes da ditadura militar e desapareceu.
Para a trama principal, os flashbacks acabam sendo inúteis. No presente, poucas coisas acontecem e mesmo assim o personagem acaba mudando o seu modo de encarar o seu novo estilo de vida. Tem uma mensagem ali, mas o filme não consegue apresentá-la direito, falta drama de verdade, faltam diálogos melhores, o desenvolvimento do personagem principal nem existe e você nunca vai sentir simpatia por ele.


3 comentários:
Ainda estou aqui....
e fosse hoje, metade do filme seria contando o desaparecimento do pai dele. O mesmo pai do filme Ainda Estou Aqui, que deveria contar a história da Eunice, mas usou boa parte do tempo para relembrar a ditadura como se tivesse sido ontem, para atender a demanadas atuais de apavorar as pessoas. A história da Eunice, que NA MINHA OPINIÃO cresce a partir do momento e que ela empreende a luta para que o Estado reconheça a morte de seu marido, passa batido no filme.
Voltando ao Feliz Ano Velho, é melhor ler o livro.
Ah, mas foi exatamente isso que eu disse no ano passado. A melhor parte da história ficou de fora. Foi como ver um filme sobre um dia qualquer na vida de Colombo e no final uma legenda aparece antes dos créditos e diz: no mês seguinte ele descobriu a América. Achei broxante.
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