Em 1993, adultos tarados e adolescentes excitados assistiam CORPO EM EVIDÊNCIA da maneira errada. Alugar a fita, ou ver na tv, e comentar na escola, era um rito de passagem. A minha maior bronca com o filme sempre foi o Willem Dafoe. Caramba Maddie, poderia ter escolhido um par romântico mais atraente, um Michael Douglas talvez. Escolhido pela própria Madonna, Dafoe não usou um dublê de corpo, e nem ela, e chegou a ficar excitado numa tomada.
Como não havia um bonitão para roubar a minha atenção, eu resolvi me concentrar no filme mesmo. Além de uma péssima direção, temos também péssimas atuações. Mas eu sempre gostei da história, apesar de ter chupado "Instinto selvagem" (lançado quase um ano antes) acidentalmente, um filme que tem o Michael Douglas e é bem mais charmoso.
Aqui, Maddie está sendo acusada de matar um milionário durante o sexo, ele teve um ataque cardíaco e a perícia encontrou drogas no local. O promotor vivido por Willem Dafoe acaba se envolvendo com a moça, que tem práticas sexuais beeem exóticas. O filme paga o seu tempo nas sequências de tribunal, Madonna guarda um trunfo que rende uma reviravolta no caso. Quando vi o filme pela primeira vez eu não entendi direito esse desfecho, a produção seria proibida em 50 países se usasse abertamente a palavra GAY em 1993?
E não adiantava perguntar para os garotos na escola no dia seguinte, porque ninguém havia prestado atenção na história.


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