Mais uma produção da Netflix baseada numa história real. Desta história eu só conheço o final. E a narrativa se divide em duas épocas. Nos anos 1950 acompanhamos o jovem Ted Kaczynski (Jacob Tremblay) com 16 anos. Ele é um prodígio na matemática, mas desobedece o pai e começa a estudar filosofia quando entra para um grupo de debates de um professor interpretado por Russell Crowe.
Já nos anos 90, acompanhamos agentes do FBI (opa, Alexander Ludwig!) que estão procurando pelo terrorista conhecido como Unabomber. É a operação mais longa e mais cara do FBI, o terrorista está enviando cartas bombas desde 1978 e o bureau não tem a menor ideia da sua identidade. O filme mostra o último ano da investigação, quando o cara foi finalmente capturado.
Existe um grande espaço de tempo entre 1958 e 1996, e o filme não se preocupa com isso. Para o filme, o que acontece em 1958 é o suficiente para entender o personagem em 1996. Alguns diálogos rápidos preenchem essas lacunas e é só. Eu acho que uma terceira narrativa ali no meio teria sido bacana. Os atentados a bomba a gente só ouve falar em programas de TV. Esse negócio de mostrar apenas o início e o fim do Unabomber pode incomodar um pouco, ficou com cara de "filme que tenta humanizar o criminoso". O garoto de 16 anos tem um ataque de raiva e depois pulamos para um velho que mora numa cabana no meio do nada, fica difícil enxergar os dois como sendo o mesmo personagem. Apesar dessa narrativa de terrorismo só pelas beiradas, tecnicamente foi um bom filme.


Um comentário:
Cara vi muitos documentários sobre ele, foram anos a descobrir quem ele era. Vou assistir!!! Bela dica!
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