Outro filme de 2026 que só ganhou cópias dubladas na minha cidade (semana passada reclamei com a única pessoa, humano ser vivo visível, que trabalha na Cinépolis e ela me disse para desembolsar 70 mangos para ver filmes legendados na sala vip às 23 horas quando disponíveis).
Enfim, finalmente estou conferindo NA ZONA CINZENTA, e acabou que o Guy Ritchie dos tempos de "Snatch" e "Jogos, trapaças e dois canos fumegantes" está tão morto quanto o Quentin Tarantino de "Cães de aluguel". Esse novo GR desenvolveu um estilo tão tedioso no Sherlock Holmes do Roberto Daniel Jr (2009-2011), e agora ele se recusa a fazer algo diferente daquilo. E esse estilo nos acompanha durante todo o tempo em NA ZONA CINZENTA. Por isso, apesar de ser um filme curto, ele é muito cansativo.
Eiza González é uma advogada que cobra dívidas absurdas no sub mundo, usando as leis que todos conhecem e ao mesmo tempo um grupo de profissionais que fazem o trabalho sujo por baixo dos panos. Henry Cavill e Jake Gyllenhaal fazem parte do seu grupinho.
Para recuperar o dinheiro de Rosamund Pike, o grupo se mobiliza contra um ricaço perigoso bloqueando legalmente seus bens e seus negócios. Já prevendo que ele vai marcar uma reunião com a moça, os rapazes precisam elaborar um plano para tirá-la da ilha se algo der errado.
E... é isso, boa parte do filme é um planejamento constante, levando em consideração também todos os "e se...?". São personagens narrando os planos a todo momento, a empolgação desaparece dando espaço para o tédio, às vezes eles executam o plano durante a narração, outras vezes, no estilo cansativo do diretor, o filme volta alguns minutos, ou horas, no passado.
Temos alguma ação na última meia hora para fazer você acordar, mas nada que vai salvar o filme porque os heróis são perfeitos em tudo, eles nunca erram. E o desfecho não foi muito satisfatório não.


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