Outro filme recente que eu perdi porque só havia cópias dubladas nos cinemas. Eu vi o trailer e achei a história interessante, estava disposto a dar uma chance, embora seja um terror moderno, um gênero que não consegue me assustar.
De fato, tem uma história legal aqui. O filme vai explicar tudinho, até lá a trama consegue segurar você. É uma pena que a essência acaba se perdendo porque o diretor barra roteirista resolve copiar, ou homenagear, "O exorcista", "A profecia" e "Evil dead", mesmo após ter refeito um "Evil dead" em 2023. Aí, toda a originalidade vai embora.
No Cairo, uma menina americana é sequestrada. Os pais não conseguem encontrá-la e voltam para os isteites em algum momento. Oito anos depois a menina é encontrada ainda viva dentro de um sarcófago. Apesar dela precisar de MUITOS cuidados médicos, a mãe decide cuidar da filha catatônica em casa. Aí começam a acontecer coisas no estilo "O exorcista". Enquanto isso, o pai, que é um jornalista, tenta desvendar o desaparecimento da filha com a ajuda de uma policial egípcia que faz sua própria investigação lá no Cairo.
Eu não sei porquê o terror atual ainda se sustenta nos velhos clichês, o filme tava legal enquanto o terror era apenas uma sugestão, não precisava se tornar gráfico. E quando o filme resolve chocar, ele não tem o charme do Sam Raimi, só está ofendendo o seu intelecto. Ele tem um desfecho dramático, achei isso interessante, mas aí veio OUTRO desfecho, bem simplório, e acho que faltou coragem aqui pra terminar o filme no momento certo.


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