Eu não sei nada, absolutamente nada, sobre futebol. Mas adorava as HQs do Pelezinho quando era criança. No final de 2012, e a cada dois meses em 2013, a Panini lançava essa HQ com histórias clássicas. Até a edição de número sete, tava tudo bem. Mas algo aconteceu dois meses depois, na oitava edição.
"Caro leitor, a partir desta edição de As melhores histórias do Pelezinho, você vai notar umas alterações no desenho dos personagens! O traço foi reestudado para se tornar mais moderno, atualizado e universal".
O Cana Braba e o Pelezinho perderam seus lábios, o Pelezinho ganhou um nariz. Eu concordo com alterações desse tipo em histórias novas (pena que não conseguiram trazer o personagem de volta após várias tentativas), mas mexer nas histórias clássicas não foi legal.
Na minha época (💾🙄) o Pelezinho encarava bandidos armados e até o próprio diabo (Satã e seu exército de diabinhos aparecem na primeira história da sétima edição), hoje, palavrões e armas de fogo são apagados. Não dá mais pra confiar nos relançamentos da Turma da Mônica. As histórias que queremos rever são aquelas que a gente lembra. As edições da Biblioteca Maurício de Souza pelo menos trazem notas de rodapé (se explicando barra se defendendo) e não alteram a arte original.
Não tive vontade de continuar com essa coleção do Pelezinho após ver as alterações nos desenhos. A pessoa é assaltada, ela levanta as mãos para o alto, mas o bandido está apenas apontando um dedo...



Nenhum comentário:
Postar um comentário