Eu passava mais tempo dentro da colônia de férias do que na praia com a minha família. Não gosto muito de praia, por questões higiênicas. Então eu tinha o quarto todo só para mim. Havia um cara chamado Leandro que também ficava de bobeira no local. Fizemos amizade e, depois que ele me viu saindo do banho, e teve uma ereção que não conseguiu esconder, a gente começou a se pegar.
Mas era aquela chata esfregação com roupa e tudo. A gente não pode fazer outras coisas, ele dizia, só temos 16. Pelo visto, estávamos em níveis diferentes de safadeza, ele ficaria horrorizado se eu contasse que já havia feito sexo a três, com um primo e um vizinho, aos 14, ou, que na minha cidade lá no interior eu tinha alguns fodamigos com filhos da minha idade.
Alessandro: nível de safadeza 60
Leandro: nível de safadeza 0,5
Fiquei de saco cheio dessas brincadeiras e evitei o cara por uns dois dias. Lá estava eu, na sala de jogos, fingindo que sabia jogar sinuca (até hoje eu não sei) quando a Kelly apareceu com uma amiga. Essa Kelly já havia feito amizade com as minhas irmãs.
Ela perguntou sobre o Leandro, eu disse que não sabia dele.
- Ah, mas vocês estão sempre juntos.
Pff, por mim estaríamos grudados como dois cachorros no sexo, mas ele tinha que ser um chato...
Então ela disse: Você daria conta de nós duas na cama?
Eu senti que o meu corpo ficou todo petrificado. Talvez o meu espírito tenha saído correndo dali, mas não, eu ainda estava lá, meu cérebro estava funcionando a todo vapor, eu precisava pensar, rápido, em alguma coisa para me livrar dessa.
- Vocês têm camisinha? Eu perguntei.
É claro que elas não vão ter, meninas não entram numa farmácia e compram camisinhas. Até para os meninos isso é muito complicado.
Ela disse não.
Voltei a respirar.
- Então não podemos fazer nada... e dei de ombros.
Ela se virou e foi conversar com a amiga que estava lá no canto dando risadinhas. Eu me virei e caminhei normalmente até a porta, com uma vontade insana de correr até o colo da minha mãe e chupar o dedo. Eu precisava de homossexo o mais rápido possível depois daquilo. Então fui até o quarto do Leandro.
Para a minha surpresa, ele havia conquistado 1 nível de safadeza, ele tirou toda a roupa desta vez. Mas ainda não queria fazer certas coisas "pesadas". Ah, ok, é alguma coisa. Me abaixei e caí de boca, ele se assustou, mas não reclamou.
Horas depois esbarramos com a Kelly e a amiga na passagem entre os dormitórios. Onde vocês vão? Ela perguntou. Até a praia, pela última vez, eu respondi (no dia seguinte todos iriam embora). Passamos pelo meio das duas e pegamos a rua.
- O que ela queria com a gente? O Leandro perguntou.
- Não faço ideia.
E foi melhor assim. O rapaz não estava preparado para o nível de safadeza da Kelly. Caramba, nenhum de nós estava.

2 comentários:
Nojo dessas mulheres oferecidas!
Bravo! Que narrativa/conto legal! Senti-me num dos filmes de John Hughes, só que com mais pimenta e menos açúcar ;-)
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