25.3.18

3 CASAMENTOS E 1 SEXO ORAL


Início dos anos 90. As meninas ainda imitavam suas mães. Por que continuar com os estudos se vou me casar e virar uma dona de casa? Eu fui no casamento de três ex colegas de classe que se deram ao trabalho de convidar os colegas do último ano, uma delas morava na minha rua. Igreja? Tô fora. A água benta queima minha pele. Festa? Tô dentro. Mas que cortem logo o bolo. Então, fui a três festas no mesmo ano.
Na primeira festa eu encontrei o Amauri.

- Sabe da última? O Serginho tá atrás daquela cerca viva chupando o pau de todo mundo.

Ah tá, Serginho, a bicha da classe (a única até onde todo mundo sabia). Nunca me aproximei dele, muito fofoqueiro.

- Vai me dizer que você foi até lá.
- Eu fui. Cara ... foi boom shack a lak

Nos últimos meses, tudo pro Amauri levava uma nota boom shack a lak...
Quando os noivos reuniram todo mundo perto do bolo, eu dei pela falta do Serginho. Será que agora ele está lá sozinho? Eu poderia dar uma passada pelo local ...
Não encontrei ninguém e a festa terminou alguns minutos depois (mentira, eu fiquei com sono, já passava das onze, e fui pra casa).

Meses depois, no segundo casamento, a versão dois ponto zero do casamento anterior, eu resolvi entrar na fila do boquete sem neuras. Os caras estavam curtindo, mas eu fiquei com vergonha de dizer que também queria um. Eu queria encontrar o Serginho e não perguntar onde ele estava, daria pinta. Procurei por todo canto e nada. Acho até que ele nem sequer estava lá no fim das contas.

Casamento número três, quase no fim do ano. O pior casamento que já vi. É isso aí, Renata, se um dia você encontrar esta postagem ao navegar pela web não vou me desculpar. Hoje, aquele casamento seria chamado de buffet infantil, o tema era a Cinderela da Disney. E lá estava a vadia borralheira, de azul, porque, todos nós sabíamos, ela não podia usar mais branco. Estavam servindo salgadinhos da Elma Chips e sukita, isso me deixou com medo de espiar o bolo.
 
Encontrei o Serginho sozinho atrás de um barracão, fumando (ele é do mal). Ele apenas disse ''oi Alessandro'' e se abaixou. Puxou o meu zíper. Esse é o tipo de sexo que eu gosto: sem cerimônias. Mas ele tava com uma bala refrescante na boca. A sensação foi horrível. Eu ia pedir pra ele cuspir aquilo e ...

- Ai, você tá usando os dentes? Cuidado com os dentes.

Tudo bem, um pouco mais de ...

- Ai caramba, o que eu falei sobre os dentes, cacete?

Desta vez doeu. Me afastei e fechei o zíper.

- Você é péssimo nesse tipo de coisa, sabia?
- Ah é? E você faz melhor, querido?

Bem, se você fosse o Tom Selleck (meu namorado naquela época) eu talvez ... não, não vou nem responder, o cara é um fofoqueiro e eu não vou me assumir neste casamento, roubaria a atenção da noiva (coisa difícil de fazer).

Voltei pro pedaço iluminado da festa e peguei um refri. O Amauri me viu e disse que sabia de onde eu estava vindo.

- E aí? Como foi?

Devo contar uma mentira? Já recebi boquetes melhores de mulheres. Ou devo contar a verdade? Já recebi boquetes melhores de muitos homens.
Coloquei um sorriso no rosto.

- Foi boom shack a lak ...
 

1 comentário:

Alan Santos disse...

Prova que as vezes ( isso pra mim que são muitas vezes ) uma punheta é bem melhor que uma chupada. rs