Eu nunca li o romance de Ernest Hemingway, então não vou fazer comparações. Mas li algo a respeito da produção deste filme certa vez. Parece que essa adaptação de POR QUEM OS SINOS DOBRAM (1943) não agradou muita gente por ter deixado de lado a complexidade e a essência do livro (ei, é róliúdi, acostume-se). Haviam críticas contra a atuação de Gary Cooper, que estaria muito robótico, e Ingrid Bergman, diziam, não foi uma boa escolha.
Nessa época, os estúdios sabiam que o público xenófobo (a grande maioria das pessoas nos isteites) não iria ver um filme com atores estrangeiros. Se o roteiro pedia asiáticos, atores americanos tinham seus olhos esticados com fita (Sangue de bárbaros). Se o roteiro pedia latinos, atores americanos ganhavam um bronzeado na maquiagem (Amor, sublime amor). Eu não tenho nada contra a Ingrid (originalmente sueca) no papel de Maria, é 1943 afinal, eu entendo. Se um dia pintar um remake... já temos a Penélope Cruz em róliúdi.
Durante a guerra civil na Espanha, um militar americano que planeja explodir uma ponte vive um romance com uma camponesa, do lado da Revolução, que foi capturada pelo lado inimigo. Apesar das críticas, o filme foi indicado para 9 Oscars (venceu por atriz coadjuvante apenas) após ter sido um sucesso de bilheteria. Infelizmente, eu nunca vi a versão original de cinema, com 170 minutos. Em lançamentos futuros, o filme foi cortado, ficando com apenas 130 minutos.


Um comentário:
O filme é ótimo, mas o livro é mil vezes melhor!
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