15.10.16

em cartaz - KUBO E AS CORDAS MÁGICAS


Depois de vários filmes legais, a gente passou a confiar nas animações da Laika. O novo filme do estúdio tinha um trailer de dar água na boca. O filme realmente tem um belo visual, bonecos perfeitos (como sempre) e uma trama legal. Mas ... algo saiu errado desta vez. E eu vou botar a culpa no diretor. O filme começa sem pressa, vai ficando cada vez mais interessante. Aí pintam alguns cortes bruscos, o filme perde o ritmo, o modo como sequências de ação começam, e terminam, não tá legal. Perto do final, quem mais sofre com isso é a história. O vilão decepciona, a batalha final é fraquinha, o desfecho tenta passar alguma emoção e falha. Rapaz, o filme tinha tanto potencial. Aí mataram o (...) um segundo após a grande revelação de que (...), uatarréu? Aquilo foi inesperado e não foi legal, não se faz esse tipo de coisa com um protagonista mirim.


MACAQUICES


Kubo tem onze anos, um olho apenas, e vive com a mãe numa caverna, desde sempre. Seu avô é o vilão do filme. Ele tirou um dos olhos de Kubo quando ele ainda era um bebê, e agora está atrás do outro olho. Para não ser visto pelo avô e pelas tias do mal, Kubo deve evitar o céu noturno. Ele tem certos poderes, usa um instrumento musical para dar vida a origamis. Um dia, o menino perde a hora, o sol vai embora, e ele é avistado pelas tias. Kubo consegue fugir com a ajuda de um amuleto de macaco, que ganhou vida graças a magia de sua mãe. Agora ele precisa encontrar três tesouros que pertenciam ao seu falecido pai. Só assim poderá derrotar o maléfico avô.
O clímax é apressado, parece que tem alguma coisa faltando (certas explicações). O filme quer terminar logo mas não sabe como nem quando. Uma versão estendida ajudaria? Bem, foi um filme legalzinho, tirando a meia hora final.















FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: Kubo and the two strings
ANO: 2016
PAÍS: eua
DURAÇÃO: 1h 41min
DIRETOR: Travis Knight
ELENCO DE VOZES: Charlize Theron, Art Parkinson, Ralph Fiennes, George Takei, Matthew McConaughey e Rooney Mara.
ESTREIA BR: 13 de outubro


NA POLTRONA

10 min - origamis
30 min - começa a jornada
1 hora - tudo sobre minha mãe

1 comentário:

Anselmo disse...

Pois é. Tecnicamente o filme é impecável, não esperava nada menos da Laika, mas o roteiro... e o ritmo... em determinado momento eu me peguei batendo um pé no chão. Uma criança cantou a segunda revelação no momento em que o personagem apareceu(sem qualquer explicação). O terceiro ato quase põe tudo a perder, com aquela pieguice e poupando determinado personagem. Tem uma versão bem arranjada while my guitar gentle weeps nos créditos finais que me deixou cantando na poltrona ate o final. Enfim, é um bom filme, ainda melhor que Boxtrolls, mas Paranorman continua meu favorito.