29.6.16

DIGA ''SIM'' ÀS DROGAS



Clássico da Boca do Lixo, o filme SEXO ERÓTICO NA ILHA DO GAVIÃO, tem uma história interessante para contar. Era uma vez um faroeste brasileiro chamado ''a febre do sexo'', um filme de 1981, curiosamente, não havia sexo algum na tela. O ator principal é o diretor do filme. Com seu chapéu de pele com rabicho, ele parte numa jornada para salvar sua esposa. Ela foi, assim como outras mulheres da região, sequestrada por um homem chamado Gavião. Elas se tornam escravas do vilão em um garimpo. O rapaz passa o filme matando capangas do Gavião que cruzam o seu caminho, até finalmente encarar o bandido e libertar todas as mulheres no final.
O filme nunca foi lançado em vhs.
Em 1986, o diretor relançou o filme com algumas alterações. Era moda no Brasil encaixar cenas de sexo, de filmes eróticos norte americanos, em produções nacionais. Os atores brasileiros não precisavam fazer muita coisa, as cenas de sexo explícito em close-up eram todas importadas. E, dessa maneira, o diretor transformou ''a febre do sexo'' em ''sexo erótico na ilha do Gavião''.
É claro que isso deixou a trama do filme original meio confusa, o protagonista inicia sua jornada e encontra pelo caminho vários casais, transando no mato (roteiro típico de um pornô). Algumas mulheres estão sendo abusadas pelos capangas do Gavião e precisam ser salvas (embora estejam curtindo). Isso exigiu novas filmagens.
Essa bagunça na edição deixou o filme muito engraçado. Entre um filme e o outro, o diretor barra ator ganhou alguns quilinhos, e o figurino também é levemente diferente. O pessoal não tinha um microfone para tomadas externas, imagino eu, então o filme todo está dublado. Mas parece que o dublador do personagem principal não topou aparecer no ''remake''. Então temos um personagem que ganha peso, perde peso, troca de roupa e muda de voz, entre uma cena e outra. 
E ainda tem um cara que faz sexo com uma mulher e depois descobre que ela é ele. O cara fica chateado por que a moça mentiu sobre o pênis dentro da calcinha. Mas no final o amor vence tudo. Que fofo.


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