8.12.14

DÊ UMA CHANCE PARA ...


Esse é um temático beeem tranquilo. UM TOQUE DE ROSA (2004) poderia estar cheio de drama, de romance, ou de sexo, mas não está. Na verdade, você pode assistir ao lado da mamãe ou da vovó. Tirando o amigo imaginário, o filme mantêm os dois pés no chão. A vida real pode ser bem chata em comparação a certos filmes, mas esse filme não liga para isso. Nada de drama de novela, nada de comédia pastelão, poderia ter tido um pouco mais de romance, mas, hey, esse é o estilo britânico, ninguém vai derramar lágrimas ou arrancar os cabelos.
Alim é um muçulmano que vive em Londres com o namorado Giles, os dois vivem juntos há algum tempo. No Canadá vive o restante de sua grande família muçulmana. A mãe viúva sofre muita pressão por parte dos parentes porque Alim ainda não se casou. Decidida, ela atravessa o mar para ajudar o filho a encontrar uma esposa. Alim resolve se fingir de agá tê durante a visita da mãe, e isso deixa Giles muito chateado. 
Desde que o pai morreu, Alim tem um amigo imaginário, o ator Cary Grant (assim como sua mãe, ele também adora filmes clássicos). Alim cresceu, mas Cary nunca foi embora. Ele é interpretado pelo ator Kyle MacLachlan (o mais engraçado é que na série ''twin peaks'' (1990) um dos personagens disse que ele parecia muito com Cary Grant), e ele é um Cary Grant bem convincente, costuma fazer referências aos seus velhos filmes e é o responsável pelo alívio cômico da trama.
A mentira de Alim não vai durar muito tempo, aí o filme começa a investir na mãe dele, que agora precisa rever seus conceitos. O clímax é engraçadinho mas, como o restante do filme, ele não traz fortes emoções. Como eu disse, é um filme gay para assistir com a mamãe ao lado (a minha não curte legendas...).


FICHA TÉCNICA

TITULO ORIGINAL: touch of pink
ANO: 2004
PAÍS: canadá, reino unido
DURAÇÃO: 91 min
DIRETOR: Ian Iqbal Rashid
ELENCO: Jimi Mistry, Kyle MacLachlan, Suleka Mathew e Kris Holden-Ried.

3 comentários:

Anónimo disse...

Kris Holden-Ried se despedindo da pele de lobo na última temporada de Lost Girl. Vale a pena porque a série é boa e pelo corpão do moço.

voltando ao filme é um dos que mais procurei o DVD e no dia que achei sacolei de primeira. Esse filme é bem mais fofo que Shelter, e sim, da pra ver com a família na sala.

Outro filme que to apaixonado e da pra ver com a família toda é 'O Primeiro que Disse' gente que filme gostosinho.
Como você disse clima europeu, nada de surpreendente ou mamãe-quero-prêmios. Tem o seu ritmo e seu jeito e temos que aprender a amar esses filmes também.

Lucas disse...

A propósito Alessandro, sua família sabe que você é gay?

ALESSANDRO SKYWALKER disse...

sim, mas não falam sobre isso, desse modo podem fingir que o "problema" não existe.