13.2.26

📺 (HboMax) HEATED RIVALRY ep 01


Três episódios foram descarregados hoje, acho que isso já é metade da temporada, mas eu vou bem devagar com essa série porque estou na metade do livro. Ah, o livro, o sexo é explícito e cheio de detalhes, os gifs aqui no blog são quentes, mas no primeiro episódio da série tudo é muito comportadinho em comparação. Os atores são velhos demais, não existe nenhum tipo de narração ou conflitos mentais sobre sexualidade, então a gente nunca sabe o que tá passando pela cabeça dos dois personagens e isso apaga boa parte do livro, cujo tema é exatamente a descoberta e aceitação sexual.
Shane e Ilya são dois jogadores de hóquei, rivais no gelo e na mídia, e amantes entre quatro paredes, eles marcam uma transa casual sempre que seus times estão na mesma cidade. Ao mesmo tempo em que o seriado atropelou e mastigou o livro, trazendo um ritmo acelerado demais, ele tentou investir nas famílias dos personagens e não foi uma boa apresentação. Se você leu o livro sua memória vai preencher as lacunas, e mesmo assim você vai se sentir incomodado com o ritmo dessa adaptação. 





4 comentários:

  1. Alessandro, esse ritmo acelerado é facilmente justificado quando você procura saber um pouquinho mais sobre como foi feita a produção da série.

    O showrunner Jacob Tierney já revelou em entrevistas que recebeu propostas para fazer a série nos Estados Unidos, mas que, para isso, teria que desfigurar muito a história. Por exemplo: queriam que ele colocasse a Rose como uma espécie de terceiro vértice de um triângulo amoroso e também queriam a diminuição das cenas de sexo gay. Enfim, não seria Heated Rivalry dos livros. A alternativa, então, foi levar a produção para o Canadá, onde a Crave deu a ele dinheiro suficiente para “um pastel e um caldo de cana”, para que pudesse, minimamente, fazer as coisas do jeito que queria.

    Cada episódio teve um orçamento médio de dois milhões e meio de dólares, e o grosso desse dinheiro foi todo para as cenas de hóquei, já que era muito caro alugar os estádios e gravar essas sequências, que acabaram sendo pouquíssimas inclusive. Isso levou ao núnero de seis episódios, apenas. A situação foi tão feia que praticamente não sobrou dinheiro para o marketing. Todo esse fenômeno que a série se tornou foi por conta do público, que abraçou a produção e começou um boca a boca fora do normal.

    Enfim, Heated Rivalry é acelerado, mas não por descuido da produção. É porque eles fizeram da forma como podiam fazer. Comparado com um livro, o trabalho foi impecável, não à toa está recebendo elogios em tudo quanto é lugar.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Achei que as passagens de tempo marcadas deram uma quebra gigante no ritmo do episódio. Poderia marcar o tempo nos textos em imagens para ser mais fluido. Me lembrou Dantes Cove ou The Lair, que eu assistia pela putaria, por que o texto é fraquíssimo.

    Realmente falta narrativa das personagens e a interferência familiar nos dá sinais das repressões e violências que eles passam sobre suas sexualidades. Mas são pinceladas que faltam algumas introduções temáticas.

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