17.7.17

GALERIA DO TERROR


Postagem dedicada ao diretor George A. Romero, o pai dos filmes de zumbis, que faleceu ontem aos 77 anos. Os filmes de Romero não eram apenas filmes de zumbis, ele investia bastante nos personagens ''vivos'', com críticas sociais, haviam temas como o racismo na América, o consumismo desenfreado, lutas entre classes sociais ... estamos no meio de uma epidemia zumbi, um mundo sem regras, e os vivos acabam revelando seu pior lado. Se tornam os verdadeiros vilões. Enquanto isso, os zumbis começam a evoluir, ficam inteligentes, e se preparam para conquistar o mundo.
Romero lançava um filme de zumbis a cada dez anos mais ou menos. Aqui, eu vou falar apenas do primeirão, o clássico A NOITE DOS MORTOS VIVOS, de 1968. Filme de baixo custo, em preto e branco, que trouxe muitas novidades. Zumbis que curtem carne humana, zumbis que andam por aí se arrastando (o zombie walk), e mordidas contagiosas. É uma epidemia zumbi pelo ponto de vista de pessoas comuns, ninguém tem certeza de como tudo começou, na tv um cara fala sobre uma sonda que voltou de Vênus com algum tipo de bactéria, mudando de canal um padre culpa os homossexuais e mães solteiras e por aí vai. Dizem que o inferno está com lotação máxima, por isso os mortos agora caminham pela Terra.
Aos poucos, o filme vai revelando um protagonista negro, a moça branca tá assustada demais e fica catatônica num canto enquanto o rapaz tenta proteger a casa onde eles estão refugiados. Ele é o herói da história, mas seu fim é trágico, o filme não deixa claro se o cara foi vítima de racismo, pode ter sido apenas um engano. Por outro lado, não tem como não enxergar no filme um certo simbolismo da luta racial dos anos 1960. 
Em 1990 pintou um remake (Romero foi apenas o produtor executivo) em cores, com uma personagem feminina mais forte. O herói negro está lá, apenas marcando ponto, outra década outros costumes.

 

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