30.11.16

CHP CULT


A trilogia de Molly Ringwald transformou a atriz na namoradinha da América. Em 1984 ela era uma adolescente deprimida, a família toda esqueceu seu aniversário de dezesseis anos. Em 1985 ela era uma ''princesa'' na detenção, presa na escola por nove horas. ''Gatinhas e Gatões'' e ''Clube dos cinco'' também atingiram o status de filme cult, mas minha Molly favorita está no terceiro filme, de 1986, A GAROTA DE ROSA SHOCKING.

O filme foi escrito por John Hughes, mas não foi dirigido por ele. Molly amadureceu e pegou um papel mais realista (que Jodie Foster recusou), isso ajudou o público a se identificar melhor com a personagem. Ela vive sozinha com o pai na periferia, eles não têm muita grana, ela toma conta dele e também da casa. Ela adora vestir rosa e não é nada popular na escola. Aí ela conhece Blane, que é rico e popular. A relação dos dois é meio complicada, ela é pobre, mas batalhadora, e ele é um riquinho mimado. O melhor amigo de Blane, o detestável Steff (James Spader) acredita que Blane deveria ter vergonha na cara, ele não deveria ser visto andando por aí com uma garota qualquer.

O filme é 100% anti-Cinderela. Molly não precisa da ajuda de ninguém, ela é irritantemente orgulhosa. Ela precisa de um vestido para o baile da escola e não tem grana para isso. Então ela pega uma máquina de costura e faz seu próprio vestido (eu achei o vestido horrível, mas, hey, vai ver era moda em 1986). O que conta é a mensagem do filme, a personagem é um ótimo exemplo pras garotinhas e Blane passa longe de ser um príncipe encantado. E ele ainda aprendeu uma lição no final.
 

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