6.11.15

em cartaz - BEIRA - MAR


Esse filme brazuca já foi exibido em vários países, passou por vários festivais de cinema de fevereiro para cá. E deixou o Brasil por último. Só agora está estreando por aqui. E você vai ter que fugir das sinopses que estão escrevendo por aí. Eu li umas duas sinopses na web e vi um filme bem diferente na tela grande. Garotos amadurecendo, descobrindo e explorando sua sexualidade? Nada a ver. Eles não são tão jovens, eles já sabem o que querem. Dramas do primeiro amor? Necas, não tem romance algum nesse filme. Ele tem aquele estilo ''europeu paradão poucos diálogos quase sem trilha tire suas próprias conclusões''. É uma coisa legal, mas algo saiu errado.


 - Azul é a cor mais quente no sul do Brasil?


Martin e Tomaz são dois grandes amigos. Eles pegam a estrada, deixando Porto Alegre para trás, e vão até uma pequena cidade litorânea. O pai de Martin quer que o filho visite a casa de seu falecido avô para pegar um papel (o filme não explica muita coisa). Os dois ficam hospedados numa casa de frente para a praia. Eles chamam alguns amigos, rola uma festinha e isso é o filme todo (poderia ser um curta metragem). Eu não curti os atores fraquinhos e ainda odeio ver filme nacional no cinema, a gente sempre perde algum diálogo por conta do péssimo sistema de som.
E nenhum desavisado vai deixar o cinema nos primeiros minutos. A cena de sexo tá lá no final. E ela é impressionante. Eu vi aquilo, uma cena de homossexo, normal, num filme brasileiro, e notei que o cinema nacional está finalmente amadurecendo (digo, caso outros filmes sigam o exemplo deste filme). BEIRA-MAR é um filme sem grandes emoções, não é imperdível, é pra você ver em casa, numa noite de terça.












FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: idem
ANO: 2015
PAÍS: brasil
DURAÇÃO: 83 min
DIRETORES: Filipe Matzembacher e Marcio Reolon
ELENCO: Mateus Almada e Mauricio Barcellos
ESTREIA BR:  dia 5 de novembro

1 comentário:

Anónimo disse...

aqui em BH em uma única sala e ainda com um horario terrível

Seis filmes que quero ver e os cinemas não colaboram