14.1.15

GALERIA DO TERROR


E aí você dá de cara com o título O EXORCISMO DE EMILY ROSE e logo pensa no famoso filme de 1973, e acaba criando expectativas. O filme até consegue dar alguns sustos, mas o terror é um gênero coadjuvante aqui. A sequência do exorcismo é bem bobinha, o filme quase não precisa dela. ''O exorcismo de Emily Rose'' é um filme de tribunal, nesses momentos ele faz bonito. Baseado numa história real (e eu sou a rainha da Inglaterra), o filme mostra o julgamento de um padre que está sendo acusado de ter provocado a morte de uma moça. A tal Emily do título começou a ter ataques epiléticos e depois psicose e aí o padre, acreditando que o caso se tratava de uma possessão demoníaca, tirou os remédios da moça e tentou um exorcismo, e assim ela morreu. A advogada que vai defender o padre logo percebe que entrou numa furada. Então ela resolve fazer algo inédito, provar a existência de uma possessão demoníaca num tribunal. Flashbacks nos ajudam a acompanhar o caso de Emily, eles são de dois tipos, tem o flashback que mostra a moça doente e o flashback com visões sobrenaturais. A ideia é deixar você na dúvida. Você pode se lembrar de filmes como ''Dúvida'' (Meryl Streep, Philip Seymour Hoffman) ou ''As duas faces de um crime'' (Richard Gere, Edward Norton), mas o filme escolhe um lado antes do final, e o desfecho deixa um pouco a desejar. Poderia ter sido um filme de tribunal mais sério e pesado, seria mais interessante. Mas como é ''baseado numa história real'', o filme não empolga muito. A ideia não é ruim, só deveria ter investido mais no mistério que cerca a morte da moça, isso prenderia a nossa atenção até os minutos finais. Rindo alto: certa vez, acordei no meio da madrugada e vi que eram 3 da manhã, me lembrei do filme, não senti nenhum cheiro de queimado na casa, e voltei a dormir.














FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: the exorcism of Emily Rose
ANO: 2005
PAÍS: eua
DURAÇÃO: 119 min
DIRETOR: Scott Derrickson
ELENCO:  Laura Linney, Tom Wilkinson e Jennifer Carpenter.

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