3.11.14

CHP CLASSIC


Entre na fila se quiser me apedrejar. CINDERELA EM PARIS é um filme apaixonante, mas tem alguns probleminhas. Muitos musicais são assim, algumas canções são legais, outras não, e aí você quer saber por que tal canção foi parar no filme. As canções deste filme estão no lugar certo, mas faltou inspiração. Se a letra de alguma canção não empolga ninguém, o que dizer de Audrey Hepburn cantando? Ela não tem voz pra isso não. Mas tudo bem, o filme se salva nas cenas de dança, e Audrey faz bonito ao lado de Fred Astaire.

Fred é o fotógrafo de uma famosa revista de moda. A editora, Maggie Prescott (Kay Thompson) é quase uma Miranda Priestly. Os dois encontram uma velha livraria em NY que pode servir de cenário para algumas fotos. Audrey trabalha na livraria, e fica revoltada com aquilo. A moça é inteligente e não gosta da imagem que as modelos passam para as mulheres. Fred convence Maggie de que Audrey pode ser uma modelo, a nova cara da revista Quality. É claro que a moça não quer saber desse tipo de coisa, mas quando o fotógrafo menciona Paris, ela muda de idéia.
Ah, Audrey + Paris, o casamento perfeito (com Roma também dá certo). Em Paris, a moça se manda e vai atrás de um famoso filósofo que ela venera. Deixando o pessoal da revista de cabelo em pé.

O filme traz belas locações em Paris e tem aquele final típico de comédias românticas. Mas eu não gosto muito do casal principal (pedra pedra). Fred Astaire e Audrey Hepburn estão juntos num filme = grande bilheteria. Mas é que ele é velho demais para ela (58/28). Me faz lembrar do Renato Aragão formando um par romântico com alguma mocinha, que tem idade pra ser sua neta, nos filmes mais recentes dos Trapalhões. Se fosse uma relação ''pai e filha'', quem sabe...











FICHA TÉCNICA

TÍTULO ORIGINAL: funny face
ANO: 1957
PAÍS: eua
DURAÇÃO: 103 min
DIRETOR: Stanley Donen
ELENCO: Audrey Hepburn, Fred Astaire e Kay Thompson
PRÊMIOS: indicado para 4 Oscars (roteiro original, figurino, direção de arte e fotografia).

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